Resumo
“ A cultura dos remanescentes de quilombos: os Quilombolas.”
Os quilombolas são os remanescentes dos quilombos que fugiram do cativeiro para regiões isoladas, em busca de liberdade e em resistência a escravidão. A cultura dos quilombolas, apesar de ainda ser desconhecida, é rica em conservar práticas de vivência por gerações. Produzem o seu próprio sustento, cultivando nas terras em que vivem o seu alimento, trabalham incansavelmente no plantio, e ainda tecem com palhas de bananeiras produtos artesanais. Suas tradições religiosas, seus conhecimentos científicos, sua visão de mundo, sua cultura vai muito além do estereótipo de “ escravos fugidos”. Um passado de luta por uma autonomia fez doa quilombolas símbolo de esforço e persistência, pois ainda hoje, em pleno séc.XXI , os quilombolas continuam vivendo em resistência a qualquer jugo político-social. Porém, os obstáculos que se interpõem para eles ainda são grandes, as questões de problemas de acesso à água potável, saneamento básico, construção de hidrelétricas, reconhecimento judicial de posse das terras, direito à educação escolar, saúde, enfim, geram maiores dificuldades para os quilombolas viverem, e voltamos a rever o tempo, em pleno séc. XXI.
Comentário sobre o modo de viver dos remanescentes quilombolas, por Fabíola Fernandes Costa.
Os remanescentes quilombolas são exemplo de luta, força e persistência para todo o povo brasileiro. Eles são em parte a essência do povo brasileiro, pois se doaram e se doam em nossas terras muito mais do que qualquer um de nós. Refletir no modo em que vivem os remanescentes, me faz pensar no país democrático em que vivemos, pois ainda hoje, passadas gerações e gerações muitos quilombolas ainda não receberam pela justiça a legalização de posse de suas terras. Terras onde vivem, onde moram, onde casam, onde comem. Não sei se a dignidade de viver implicaria nisso, mas sei que é um absurdo a educação básica escolar não chegar até eles. Os quilombolas são a história do Brasil, e como podem ser tão esquecidos pela sociedade brasileira e pelas autoridades constituídas justamente para distribuir igualdade sobre um país. Mesmo que para eles não haja talvez diferença, pois ainda gostam de viver nas terras dos quilombos. Nós que estamos na cidade, não podemos restringi-los a receberem os avanços tecnológicos e conhecimentos gerais que todos os brasileiros têm direitos. Eles não têm obrigação de sair dos quilombos e deixaram tudo o que construíram, nós é que devemos chegar lá, e oferecê-los o que é de direito.
Fabiola Fernandes Costa (Graduanda da FEUC em Letras 6º período.)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
http://www.cananet.com.br/história/database/artigo/artigo 103.html
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