sábado, 7 de junho de 2014

Faculdades Integradas Campo-Grandenses – FIC
FEUC – Fundação Educacional Unificada Campograndense
Curso de Letras – Português/Literaturas - 6º período
Nome: Alcione da Costa Silva

"Os Quilombolas"
1 - Resumo
O termo "quilombo" ficou muito marcado no Brasil por ter tido o seu significado associado a um lugar escondido nas matas, destinado a todos os escravos fugidos que não aceitavam a vida de dor e sofrimento que levavam nas fazendas dos senhores brancos.
Seu objetivo era lutar, resistir e reestruturar sua cultura, seus credos religiosos, sua liberdade e honra. Seus direitos outrora desrespeitados pelos seus "donos" os impulsionavam a se reunirem secretamente para se organizarem por um ideal de liberdade. Os quilombos cresceram em todo o país, porém uns não conseguiram êxito, enquanto outros cresceram virando aldeias.
Sua economia era baseada na subsistência e pouco no comércio, sua derrota começou quando começaram a furtar em plantações e engenhos ao redor dos quilombos, causando a perseguição tanto dos Holandeses, quanto do governo de Pernambuco que contou com a ajuda do bandeirante Domingos Jorge Velho.
Nos quilombos, prevalecia a cultura de origem Africana. O mais interessante é que nos quilombos existiam como habitantes índios e foragidos. Seus moradores eram chamados de quilombolas. O quilombo que mais sobressaiu foi o de Palmares, em Alagoas. Foi também o que mais abrigou escravos refugiados. O seu maior líder foi Zumbi dos Palmares, que de nada adiantou sua bravura e resistência por longos cinco anos de batalha, quando por fim foram derrotados. Sua história fica a luta pela liberdade de um povo sofrido que nos deixou a contribuição para a formação da tão rica cultura Afro-brasileira. Nos dias atuais, podemos ainda contar com algumas comunidades quilombolas que resistiram após a abolição da escravatura. Vivem em locais afastados, sem tecnologia, sem riquezas, mas com o mesmo ideal do seu líder Zumbi, "a liberdade".

2 - Críticas (Direitos humanos)

No ano de 1988, o Brasil reconhece os quilombolas como donos da terra, manutenção de sua cultura própria.
Estes tais "direitos humanos" parecem estar um tanto quanto distante dos reais ideais dos quilombolas, que ainda vivem precariamente, sem recursos, sem dignidade. Direitos humanos no Brasil apenas funcionam para bandidos. Vivemos em um país sem memória, que esqueceu o quanto estes descendentes de escravos sofrem por lembrarem de seus antepassados que lutaram pela tão sonhada liberdade, que hoje eles lutam pelas terras que por direito já lhes pertencem. Então, que lei é esta que os obriga a lutar novamente? Muitos quilombolas não acreditam que a justiça vai fazer deles proprietários, sujeitos, donos de si. Na verdade, eles sentem-se escravos de uma sociedade que não se importa como são ou como vivem estes bravos habitantes dos quilombos. Sua fala é diferente, sua comida, seus costumes, suas prioridades. Direitos humanos, abram as asas sobre os quilombolas, pois eles somente querem ser livres para viverem longe de nós, que não nos importamos com a sua dor. A Lei Áurea parece não ter acontecido, pois os negros continuam escravos do preconceito e os índios também. Será preciso ressuscitar Zumbi para novamente recrutar os quilombolas que lutem para um futuro melhor? Ou esperar pelos Direitos Humanos?

3 - Referências

http: //www.historiabrasileira.com/brasil-colonia/quilombo
http: //
www.suapesquisa.com/historiadobrasil/quilombos

Nenhum comentário:

Postar um comentário