RESUMO:
A Cultura dos remanescentes de quilombos: “Os Quilombolas”.
Os quilombos eram locais muito afastados, isolados onde eram formadas pequenas comunidades compostas por escravos fugidos. Atualmente a cultura dos remanescentes de quilombos é muito fiel à cultura originada no século XIX. As moradias permanecem em locais de difícil acesso, as mulheres cuidam da casa, alimentação e dos filhos, enquanto os homens vão para a roça cuidar do cultivo de alimentos, pesca, que é o modo de sustento de toda sua família.
Pelo fato de preservar sua cultura longe da sociedade das grandes cidades, os quilombolas têm uma vida simples, com alimentação e sustento vindos da terra onde vivem. Pela falta de contato frequente com a cidade grande, os remanescentes de quilombos falam um português de difícil compreensão para aqueles que não são habituados com o seu dia-a-dia. O que caracteriza, portanto, o quilombo não é o isolamento ou a fuga, visto que hoje não acontecem mais as perseguições aos negros, e sim a resistência e a autonomia.
COMENTÁRIO:
O modo de viver dos remanescentes quilombolas por Anderson De Paula
Como observamos, nos dias atuais, a cultura dos remanescentes é muito viva. Vista por uma sociedade com cultura diferente, o modo de viver dos remanescentes pode nos parecer uma cultura sofrida, apesar de acreditar que a cultura de um povo não pode ser julgada, ou por em questão aquilo que um povo acredita.
Pensamos que, nos dias atuais, os remanescentes poderiam se aproximar da população da cidade, visando obter certos benefícios e qualidade de vida para seu grupo, como um pouco mais de conforto e desenvolvimento. A educação seria um aspecto a ser discutido, uma vez que com o distanciamento do grupo o processo educacional é comprometido. Essa divagação a respeito da aproximação dos quilombolas com a cidade é muito sensível, uma vez que envolveriam diversos fatures como a questão da regularização fundiária e o próprio conflito de culturas que poderiam acontecer.
Anderson De Paula (Graduando da FEUC em Letras 6º período.)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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