FACULDADES INTEGRADAS CAMPO-GRANDENSES
Curso: Letras/Literaturas- Disciplina: Literaturas Africanas - Professora: Norma Maria
Aluna: Eliana Monteiro Ramos Fernandes - Período: 5º / 2013.2
PROPOSIÇÕES SOBRE DIREITOS HUMANOS
1. Em relação aos direitos humanos, qual é a importância da Lei 11.645 de 10 de março de 2008?
A lei 11.645 de 10 de março de 2008 surgiu como forma de ratificar o direito daqueles que foram arrancados de sua terra, dando-lhes o direito de posse das terras outrora ocupadas. Desde a Constituição Federal de 1988 passou a fazer parte das políticas públicas, a questão quilombola e em 2003 foi criado o Programa Brasil Quilombola (PBQ), ou seja, a política nacional de promoção da igualdade social (Decreto 4886/2003). A lei 11.645 assegurou-lhes direitos que ao serem arrancados de suas terras foram perdidos.
2. Qual a ligação do homem quilombola com a terra?
O homem quilombola tem a terra como mãe, pois ao serem arrancados de suas mães foram alimentados pela terra. Segundo relato de um quilombola “Fui tirado da minha mãe ainda engatinhando e a terra que me criou, da terra me alimentei, bebi, cresci. Devo minha vida a terra, a quem considero minha mãe”.
3. Em apenas um parágrafo, sintetize a cultura africana.
A cultura africana difere do restante da sociedade por sua identidade étnica, social e religiosa. Uma cultura rica em detalhes ligados a seus ancestrais, o povo mantém as tradições. Vivem da pesca, agricultura e artesanato. Sua grande marca é destacada por seus trajes muito coloridos e pela sua crença nos orixás.
4. Apresente cinco características do povo quilombola. A seguir, construa um texto dissertativo, abordando a história desse povo.
Características:
1. Descendentes de escravos fugitivos;
2. Vivem da pesca, agricultura e artesanato;
3. Preservam a cultura do seu país;
4. Um povo discriminado por sua raça e religião;
5. Um povo lutador, determinado.
A luta dos quilombolas por igualdade social.
Ao ouvir falar sobre os quilombolas não é possível dimensionar a história do povo africano. A visão superficial é que os quilombolas são apenas ex-escravos que se refugiaram nos quilombos. Porém, ao analisar a trajetória desse povo desde o momento em que foram arrancados de sua terra para serem escravos, até o momento da liberdade, percebe-se o quanto esse povo sofreu.
O termo quilombola na atualidade é designado aos descendentes de africanos escravizados, porém, num passa do não tão distante eram assim chamados os escravos fugitivos de seus senhores. Os habitantes dos quilombos atualmente vivem em comunidades rurais e sobrevivem da pesca, agricultura e artesanato.
Existem no Brasil inúmeras comunidades quilombolas. Concentram-se na maioria nas regiões norte e nordeste. Há estimativas de cerca de três mil comunidades, sendo que apenas 1500 são certificadas pela Fundação Palmares.
As comunidades quilombolas lutam pela manutenção das tradições oriundas de sua terra natal e leis e decretos asseguram a eles o direito de posse da terra outrora ocupada. Entretanto, os quilombolas ainda enfrentam inúmeros problemas relacionados à infraestrutura, à qualidade de vida e à discriminação.
Portanto, o que deve ser destacado é a luta desse povo, que arrancado de sua terra, não se deixou oprimir-se e que lutou e continua lutando por liberdade. Liberdade para manter sua cultura, para serem reconhecidos como igual e que as leis estabelecidas sejam cumpridas, porque somos todos iguais.
Referencias:
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